China se 'opõe resolutamente' a sanções dos EUA contra fornecedor de peças de míssil

A China disse nesta quarta-feira que "se opõe resolutamente" às sanções dos Estados Unidos que possam prejudicar o trabalho de não proliferação entre os dois países, depois de Washington acusar um empresário chinês de ter fornecido peças de mísseis para o Irã.

Reuters

30 de abril de 2014 | 11h11

Em um sinal de que Washington vai manter a pressão sobre o Irã por seu programa nuclear, o Departamento de Estado norte-americano também ofereceu 5 milhões de dólares por informações que levem à prisão ou condenação do empresário Li Fangwei.

O Ministério Público Federal também apreendeu 6,9 milhões de dólares em fundos ligados a Li Fangwei.

"A China se opõe resolutamente aos Estados Unidos citarem leis nacionais para impor sanções unilateralmente contra empresas chinesas ou indivíduos. Acreditamos que o que os Estados Unidos têm feito não ajuda a resolver o problema e irá prejudicar a cooperação bilateral na luta contra a proliferação", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Qin Gang.

A China dá grande atenção aos controles de exportação contra proliferação e vai "seriamente lidar" com qualquer violação de suas leis, declarou Qin a repórteres em uma entrevista coletiva.

"A China pede aos Estados Unidos que acabem com estes atos errados de aplicar sanções a empresas e indivíduos chineses e voltem para o caminho correto de cooperação antiproliferação", disse Qin.

Li já foi alvo de sanções dos Estados Unidos no passado por sua suposta atuação como fornecedor para o programa de mísseis balísticos do Irã.

(Reportagem de Ben Blanchard)

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