China se queixa de ameaças contra forças de paz em Darfur

Grupo sudanês ameaça impedir trabalho de chineses, destinado à construção de estradas, pontes e poços na região

Efe,

28 de novembro de 2007 | 04h11

O governo chinês expressou nesta quarta-feira, 28, seu descontentamento com as ameaças do grupo antigovernamental sudanês Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) contra as tropas de paz chinesas enviadas à zona de conflito de Darfur, no Sudão. "O governo chinês tem dificuldades para entender e aceitar qualquer crítica a suas ações de pacificação em Darfur", afirmou nesta quarta-feira, 28, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Qin Gang. Qin acrescentou que seu governo "se opõe a qualquer ameaça pública contra a segurança de suas tropas de paz em Darfur", segundo um comunicado divulgado pela agência estatal Xinhua. No domingo, vários grupos rebeldes de Darfur chamaram de "forças de ocupação" os capacetes azuis chineses. Na véspera eles haviam começado a ocupar posições na região sudanesa, onde desde 2003 mais de 200 mil pessoas morreram devido ao conflito armado. O MJI declarou que a permanência das tropas chinesas significa que "são parte do Exército sudanês" e serão tratadas dessa forma. O grupo rebelde avisou que impedirá o trabalho dos engenheiros chineses, destinado à construção de estradas, pontes e poços. E não descartou um ataque armado. Os engenheiros chineses chegaram ao Sudão para preparar o terreno para as tropas de paz da ONU e União Africana, que devem chegar ao país em janeiro. Em outubro o MJI atacou instalações petrolíferas chinesas no centro do Sudão, alegando que a China só está interessada no petróleo do país, seu terceiro maior fornecedor.

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