China se recusa a negociar maior autonomia ao Tibete

A China negou-se hoje a negociar uma autonomia mais ampla para o Tibete e acabou com as esperanças dos enviados tibetanos. O negociador chinês Du Qinglin disse que explicou aos representantes do líder tibetano, o Dalai-Lama, que Pequim apenas se compromete a discutir o futuro do líder espiritual exilado e que não falará mais de autonomia para o Tibete.

AE-AP, Agencia Estado

01 de fevereiro de 2010 | 16h35

Du Qinglin, dirigente do departamento da Frente Unida do Partido Comunista, responsável pelas negociações, disse que o interesse nacional da China é inviolável e que "não pode existir compromisso" a respeito de temas territoriais.

"A única coisa que existe para negociar, no caso dos senhores renunciarem aos discursos e ações separatistas, é o futuro do Dalai-Lama e das pessoas que o rodeiam", disse Du Qinglin. "Esperamos que o Dalai-Lama encare a realidade e adote uma postura patriótica", acrescentou.

A China mantém que o Tibete foi parte do seu território durante séculos, mas os tibetanos consideram que a região foi independente na prática durante grande parte da história, devendo apenas uma vassalagem nominal aos imperadores chineses.

Durante as últimas negociações, em 2008, os enviados do Dalai-Lama propuseram uma fórmula para que os tibetanos conseguissem maior autonomia sob a Constituição da China. Os funcionários chineses disseram que só analisarão o regresso do Dalai-Lama, que se exilou na Índia em 1959, após a ocupação das tropas chinesas da antiga capital tibetana, Lhasa.

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