China sentencia mais 3 à morte por distúrbios em julho

A China sentenciou hoje mais três pessoas à morte por assassinato e outros crimes cometidos durante os distúrbios entre etnias na região ocidental de Xinjiang, em julho. A decisão eleva para 17 o total de sentenças de morte depois da pior violência étnica no país em décadas.

AE-AP, Agencia Estado

04 de dezembro de 2009 | 12h33

A Corte Intermediária do Povo de Urumqi havia condenado ontem cinco à morte pelos distúrbios. As sentenças foram confirmadas por uma funcionária do escritório de imprensa do governo regional de Xinjiang. A funcionária se recusou a dar o nome completo, informando apenas que se chamava Wu. A agência de notícias oficial Xinhua informou que a corte de Urumqi também sentenciou uma quarta pessoa à prisão perpétua.

No mês passado, a China anunciou que nove pessoas foram executadas por terem participado dos distúrbios étnicos que deixaram quase 200 mortos em julho. Centenas foram detidas por causa dos conflitos nos quais uigures atacaram membros da etnia majoritária do país, os Han, em 5 de julho. Dois dias depois, ocorreram ataques de retaliação.

A Xinhua identificou os réus como Heyrinisa Sawut, Ruzikhari Niyaz e Li Longfei. Os dois primeiros nomes são uigures e o terceiro é Han. A agência publicou nomes indicando que as cinco pessoas sentenciadas à morte ontem eram uigures.

Os uigures são um grupo étnico turco muçulmano linguística e culturalmente distinto dos Han. Muitos deles se ressentem pela linha-dura adotada por Pequim em Xinjiang, território tradicionalmente ocupado pelos uigures.

A China acusa grupos do exterior pelos distúrbios em prol de mais direitos para os uigures. Cinco meses depois da violência, a província de Xinjiang permanece sob forte segurança, com a internet e as ligações internacionais diretas bloqueadas.

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