China solta 3 ativistas após aniversário de protestos de Tiananmen

Detenções provocaram críticas dos EUA  e da UE, que pediram a libertação deles; dois ativistas continuam presos pelas autoridades

O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 08h50

A China libertou nesta quinta-feira três ativistas que estavam detidos havia um mês por comparecerem a um encontro para relembrar a repressão militar contra os protestos pró-democracia na Praça Tiananmen em 1989, disseram seus advogados.

Os ativistas foram libertados um dia após o aniversário de 25 anos da sangrenta repressão, relembrada por dezenas de milhares de pessoas em Hong Kong, mesmo após autoridades chinesas terem buscado suprimir o evento na China continental.

Dois ativistas ainda permanecem sob custódia.

As detenções provocaram críticas dos Estados Unidos e da União Europeia, que pediram a libertação deles. A China apresentou novas e mais veementes objeções às reclamações dos EUA.

Para o dominante Partido Comunista, as manifestações que lotaram a Praça Tiananmen, em Pequim, e se espalharam para outras cidades permanecem um tabu. O governo nunca revelou o total de mortos, mas estimativas de grupos de direitos humanos e diversas testemunhas variam de centenas a vários milhares.

Os ativistas presos, Liu Di e Hu Shigen, ambos escritores dissidentes, e Xu Youyu, um pesquisador na Academia Chinesa de Ciências Sociais, um centro de pesquisas e análises do governo, foram libertados sob fiança, disseram seus advogados e um parente.

Eles foram detidos por “provocar tumulto” em relação ao encontro realizado em um apartamento privado. / REUTERS

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