China soube da morte de Kim Jong-il no mesmo dia, diz jornal

A China, principal aliada da Coreia do Norte, soube no sábado que o líder norte-coreano Kim Jong-il havia morrido naquele dia, dois dias antes da declaração oficial feita para o restante do mundo, informou um jornal sul-coreano nesta quarta-feira.

REUTERS

21 de dezembro de 2011 | 07h45

O jornal JoongAng Ilbo citou uma fonte não identificada em Pequim afirmando que o embaixador chinês na Coreia do Norte havia recebido informações de inteligência sobre a morte de Kim, e teria relatado a ocorrência para a capital chinesa em 17 de dezembro, dia da morte dele. O líder morreu de um aparente ataque cardíaco enquanto estava no trem.

"A Coreia do Norte informou a China sobre a morte de Kim por meios diplomáticos no dia seguinte", disse uma fonte citada no jornal.

O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul havia dito em coletiva de imprensa na terça-feira que a China não sabia da morte antes do pronunciamento oficial da Coreia do Norte.

"Ouvimos diversas vezes que (a China) não soube (da morte de Kim) antes", disse o porta-voz do ministério Cho Byung-jae.

Altas autoridades da inteligência e das forças militares sul-coreanas foram criticadas por não terem ficado cientes da morte de Kim antes do informe oficial da Coreia do Norte.

Quando o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, partiu para uma visita diplomática ao Japão na semana passada, o líder norte-coreano, Kim Jong-il, já estava morto havia quatro horas, indicando que nem Seul e nem Tóquio -- ou Washington -- faziam ideia de seu falecimento.

(Reportagem de Ju-min Park)

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