China suspende construção de novos prédios públicos

As autoridades chinesas suspenderam a construção de novos prédios governamentais pelo período de cinco anos, em mais um passo na campanha que tenta conter o descontentamento da população em relação à corrupção.

AE, Agência Estado

23 de julho de 2013 | 19h20

Desde que assumiu o comando do Partido Comunista, em novembro do ano passado, o presidente Xi Jinping colocou o combate ao desperdício e à ostentação no centro de sua agenda política.

Nos últimos anos, edifícios públicos superdimensionados e com iluminação extravagante se multiplicaram em várias cidades chinesas. Muitas vezes, eles são os prédios mais impressionantes em suas localidades, gerando críticas da população.

Para tentar melhorar a imagem do Partido Comunista, Xi Jinping lançou logo que assumiu o governo uma campanha de redução da pompa, da formalidade e do desperdício entre governantes. Além de gastos desnecessários, proibiu discursos inúteis que marcavam as reuniões oficiais.

No fim do ano passado, a campanha pela frugalidade já havia atingido os gastos com os extravagantes banquetes governamentais, o que provocou queda no faturamento de restaurantes de luxo do país.

"Alguns edifícios públicos usam muito dinheiro. Além do custo operacional, muitos recursos são gastos com alimentação e bebida; todos vêm de fundos governamentais e portanto, é uma forma de corrupção", disse Liu Shanying, da Academia Chinesa de Ciências Sociais. Fonte: Associated Press.

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