China tem terceiro dia sem transmissão comunitária por coronavírus, mas casos externos sobem

China tem terceiro dia sem transmissão comunitária por coronavírus, mas casos externos sobem

Governo aumentou medidas de controle para todos os que retornam ao país

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2020 | 11h42

PEQUIM - A China experimentou seu terceiro dia consecutivo sem novas transmissões comunitárias por coronavírus neste sábado, 21, embora os casos provenientes do exterior continuem a aumentar. Isso levou o governo chinês a exacerbar ainda mais as medidas de controle para todos aqueles que retornam ao país, sejam nativos ou residentes estrangeiros.

Nas últimas 24 horas, o gigante asiático registrou 41 casos "importados", diagnosticados em viajantes que chegam à China de outros surtos globais da pandemia, um número que, mesmo sendo baixo, é o mais alto registrado até o momento. Centenas de milhares de chineses e estrangeiros residentes no país, entre eles muitos estudantes, que estavam fora do país no início do surto, tiraram proveito da melhoria da situação atual para retornarem de áreas agora mais afetadas, como os Estados Unidos ou a Europa, a fim de retomar trabalhos ou estudos.

Endurecimento da quarentena a todos os que retornam

Pequim teme que, uma vez que não haja novas transmissões comunitárias, as pessoas que retornam podem desencadear uma segunda onda de transmissão. Por isso, todas as grandes cidades e províncias reforçaram as quarentenas de todos os que chegam ao país. Neste sábado, foi a província de Guangzhou do Sul que anunciou que todos os que vêm do exterior terão que passar por uma quarentena obrigatória em um centro licenciado e, apenas em algumas exceções, podem descansar em suas próprias casas.

Pequim reforçou as restrições na última quinta-feira e nem sequer permite que as pessoas que vivem sozinhas se confinem em casa, forçando-os a se isolarem em um hotel, onde devem arcar com o custo de vida e subsistência. A capital financeira do país, Xangai, e outras grandes cidades aplicam medidas semelhantes à todos os que retornam à China, incluindo vários espanhóis.

Casos dos Estados Unidos, Itália, Espanha e França

Pequim e Xangai são as cidades que neste sábado registraram um número maior de casos "importados", 14 e nove, respectivamente. Dos que chegaram à capital, sete vieram do Reino Unido e o resto dos Estados Unidos, Espanha, França, Itália e Holanda. Cinco dos que desembarcaram em Pequim eram estudantes chineses. Em Xangai, cinco dos noveeram estudantes universitários do Reino Unido, França e Suíça.

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Até meia-noite da sexta-feira, 20, a China registrou mais sete mortes, todas na província de Hubei, quase todos em Wuhan, foco inicial da pandemia, de acordo com dados da Comissão Nacional de Saúde. O número de casos graves no país diminuiu em 173 e 590 pacientes receberam alta hospitalar, indicou a comissão.

O número total de casos confirmados em todo o país aumentou para 81.304 eo número de mortos para 3.259, enquanto 71.857 pacientes receberam alta desde o início do surto. /EFE

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