China tenta esvaziar entrega de Nobel a ativista

A China lançou nos últimos dias uma operação de guerra para esvaziar a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente Liu Xiaobo, que cumpre pena de 11 anos de prisão e não será representado por nenhum de seus parentes, todos proibidos de sair do país.

Cláudia Trevisan,

10 de dezembro de 2010 | 00h36

Inúmeros críticos do governo foram colocados em prisão domiciliar ou detidos em locais desconhecidos, sem a apresentação de acusações formais ou abertura de processos judiciais nos quais pudessem se defender.

A censura à internet foi intensificada, com bloqueio dos sites da BBC, CNN, da TV norueguesa NRK e do comitê responsável pelo Prêmio Nobel da Paz, que era acessível até a quinta-feira.

Pequim também manteve a pressão para que os países convidados não enviem representantes à cerimônia, que será realizada hoje em Oslo, capital da Noruega - o Nobel da Paz é o único que não é entregue na Suécia.

A porta-voz da chancelaria, Jiang Yu, afirmou ontem que a presença no evento será um sinal de "desrespeito" em relação à China. Dois dias antes, ela havia chamado de "palhaços" os integrantes do comitê responsável pelo prêmio e os acusou de estar envolvidos em uma farsa para atingir a China.

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