China tentou vender armas a Kadafi, diz documento

Estatais chinesas ofereceram armamentos em uma venda estimada em US$ 200 mi; dentre os itens constam lançadores de foguetes, mísseis antitanques e mísseis portáteis projetados para derrubar aviões

Agência Estado

05 Setembro 2011 | 03h56

MONTREAL - Nas últimas semanas de batalha entre as forças leais a Muamar Kadafi e os rebeldes, as empresas estatais chinesas se ofereceram para vender grande parte de seus estoques de armas e munições ao governo do ditador, em clara violação das sanções impostas pela ONU, informaram membros do Conselho Nacional de Transição (CNT), no domingo, 4. Eles citam documentos do governo de Kadafi encontrados por um jornalista canadense, os quais disseram ser autênticos, segundo avaliação de oficiais.

Os documentos incluem um memorando de oficiais do departamento de Segurança da Líbia, que detalha uma viagem de compra a Pequim, em 16 de julho. Os papéis indicam que as estatais chinesas ofereceram armamentos em uma venda estimada em US$ 200 milhões. Dentre os itens constam lançadores de foguetes, mísseis antitanques, mísseis portáteis projetados para derrubar aviões, além de outras armas e munições. Os documentos, em árabe, foram postados no domingo, no site do The Globe and Mail, um jornal de Toronto.

No documento, as empresas chinesas sugeriam que as armas fossem entregues por países terceiros, como Argélia ou África do Sul. A exemplo da China, esses países relutaram em apoiar a medida ONU para utilização das forças da Otan no conflito.

De acordo com Omar Hariri, chefe do Conselho de Transição, os documentos explicam a presença de novas armas na batalha. "Estou quase certo de que essas armas chinesas chegaram e foram usadas contra nosso povo", afirmou o líder do (CNT).

O porta-voz dos rebeldes, Abdulrahman Busin, disse em entrevista que o governo de transição vai investigar quem são os responsáveis por infringir as determinações da ONU. Busin afirmou ainda que todos os países que tenham violado as sanções impostas ao governo de Kadafi terão poucas perspectivas de fechar negócios com a Líbia, "um país rico em petróleo", como frisou. As informações são da Dow Jones.

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