China vai emprestar US$7,5 bi à Argentina para projetos de energia e ferrovias

A Argentina assinará nesta sexta-feira acordos para tomar emprestados 7,5 bilhões de dólares da China, afirmou o chefe do gabinete argentino, Jorge Capitanich, num momento em que o país latino-americano não consegue acessar os mercados globais devido a disputas sobre dívida não paga.

REUTERS

18 de julho de 2014 | 11h59

Entre os 19 acordos a serem assinados, a presidente Cristina Kirchner e seu colega chinês, Xi Jinping, firmarão acordo para empréstimo de 4,7 bilhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da China para a construção de duas hidrelétricas na Patagônia.

O banco chinês também deve conceder empréstimo de 2,1 bilhões de dólares para ajudar a financiar um projeto de ferrovias há muito adiado, que tornaria mais eficiente o transporte de grãos das planícies agrícolas da Argentina a seus portos.

"Sobre o montante total, é de cerca de 7,5 bilhões de dólares, incluindo acordos de cooperação para financiar projetos de infraestrutura e esse acordo de comércio bilateral", disse o chefe do gabinete argentino, Jorge Capitanich, a jornalistas.

A Argentina é o terceiro maior exportador do mundo de soja e milho. A China é a principal consumidora da soja argentina.

Xi, o primeiro presidente chinês a visitar a terceira maior economia da América Latina em uma década, também vai assinar acordo para uma operação de troca de 11 bilhões de dólares entre os bancos centrais dos países ao longo de três anos que permitirá que a Argentina pague por importações chinesas usando o iuan.

"Isso permitirá que o fluxo de reservas se estabilize", disse Capitanich.

(Reportagem de Jorge Ataola e Richard Lough)

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