China vai lançar nave espacial não tripulada em novembro

A China vai lançar uma nave espacial não tripulada no início do mês que vem, com o objetivo de atracar com um módulo experimental que já está no espaço. O programa espacial chinês já dura uma década e tem como alvo colocar uma estação espacial habitada em órbita.

AE, Agência Estado

26 de outubro de 2011 | 17h07

No espaço, a Shenzhou 8 vai realizar manobras para se atracar com o módulo Tiangong 1, que já orbita o planeta. A nave e o foguete modificado Long March-2F que vai levá-la ao espaço foram transferidos na manhã desta quarta-feira para a plataforma de lançamento na base espacial Jiuquan, no deserto de Gobi, norte da China, informou a agência oficial de notícias Xinhua, que não divulgou a data do lançamento.

O módulo Tiangong 1, de 8,5 toneladas, foi lançado no mês passado e está a 350 quilômetros da superfície terrestre. Segundo a Xinhua, o módulo realiza pesquisas sobre terras agrícolas chinesas com o uso de câmeras especiais. No módulo também são realizadas experiências sobre a produção de cristais em gravidade zero.

Depois do Shenzhou 8 mais duas missões - das quais pelo menos uma será tripulada - devem ser realizadas no ano que vem. Os astronautas devem permanecer no espaço por até um mês.

O projeto pressupõe o lançamento de outros dois módulos experimentais para a realização de mais testes antes do lançamento da verdadeira estação espacia,l em três seções, entre 2020 e 2022.

A estação espacial chinesa deve ter cerca de 60 toneladas quando for concluída e será consideravelmente menor do que a Estação Espacial Internacional (ISS, pela sigla em inglês), que deve continuar em operação até 2028.

A China lançou seu próprio programa de estação espacial após ter rejeitados seus pedidos para participar da ISS, principalmente por causa das objeções dos Estados Unidos, que desconfiam das ligações militares do programa chinês e não quer compartilhar sua tecnologia com seu concorrente econômico e político. As informações são da Associated Press.

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