China veta programa sobre plástica

Medida é parte de campanha contra ?vulgaridade? na TV

EFE, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2025 | 00h00

As emissoras de TV chinesas foram proibidas pela Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão de exibir imagens de cirurgias plásticas ou operações de mudança de sexo. A medida é parte de uma recém-lançada campanha para eliminar "o mau gosto e a vulgaridade" na TV. Segundo a determinação do organismo estatal - chamado extra-oficialmente de "departamento de censura" -, todas as estações de televisão do país ficam proibidas de "organizar, realizar ou divulgar reality shows" sobre essas cirurgias, que também não podem ser mostradas nos noticiários, informou a agência oficial de notícias Nova China.A nova proibição foi anunciada após a polêmica causada pelo programa Um encontro com a beleza - que, segundo o departamento de censura, estava cheio de "sangue" e "vulgaridade" e também violava a privacidade dos participantes ao exibir cirurgias como implantes de silicone e lipoaspirações."Não pretendíamos criar um clima de sensacionalismo com as cirurgias. Queríamos mostrar como são essas operações e acabar com o medo da cirurgia", disse He Ji, produtor do programa, exibido por uma televisão de Guangdong (Cantão), sul da China. Ele declarou que a emissora de TV acatará a proibição."Nós definimos como ?programas vulgares? aqueles que refletem violência, crimes, pornografia e terror", afirmou Zhang Haitao, subdiretor da Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão. ?AMERICAN IDOL?Dias atrás, as autoridades chinesas cancelaram - afirmando que era de "mau gosto" - um programa de televisão que buscava novos talentos musicais, utilizando o formato do americano American Idol.Desde o início do ano o departamento de censura está empenhado em erradicar a moda dos reality shows no país, que, para o organismo, promove a indecência e o mau gosto. Essa não é a primeira iniciativa do gënero. Em outras ocasiões o departamento proibiu, entre outros, programas que mostrassem amantes ou comportamentos "pouco civilizados", assim como programas de televenda que anunciassem produtos milagrosos. EFE

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