China volta a rejeitar sanções contra Irã

China volta a rejeitar sanções contra Irã

Chancelaria reafirmou posição horas após presidente acenar com possível apoio às medidas

BBC Brasil, BBC

13 de abril de 2010 | 08h09

WASHINGTON - O Ministério do Exterior chinês voltou a afirmar que a disputa nuclear envolvendo o Irã não pode ser resolvida através de sanções, horas após os presidentes chinês acenar, em Washington, com a possibilidade de trabalhar junto com os EUA em uma resolução da ONU contra Teerã.

 

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Durante encontro com a imprensa, em Pequim, o porta-voz do Ministério, Jiang Yu, disse que a o país "acredita que o diálogo e as negociações são a melhor maneira de resolver de forma apropriada o tema nuclear iraniano".

"Sanções e pressão não podem solucionar a essência do problema. Acreditamos que as ações relevantes tomadas pelo Conselho de Segurança da ONU deveriam aliviar a situação e avançar, resolvendo o problema através do diálogo e de negociações."

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu seu homólogote chinês, Hu Jintao, em uma reunião bilateral em que foram discutidas a questão nuclear iraniana e a desvalorização da moeda chinesa em relação ao dólar.

Depois do encontro, a Casa Branca disse que os dois líderes orientaram seus diplomatas a trabalhar em uma possível nova rodada de sanções.

Os chineses, porém, foram menos enfáticos. Reiteraram a defesa do diálogo como forma de solucionar a questão nuclear iraniana, mas disseram que os EUA e a China compartilham o mesmo objetivo.

Conferência

Os dois presidentes participam em Washington da Cúpula sobre Segurança Nuclear, que reúne representantes de 47 países para discutir medidas para impedir que material nuclear caia em poder de organizações terroristas.

A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com direito a veto.

O país tradicionalmente se posiciona contra a imposição de novas sanções contra o Irã e defende o caminho do diálogo para resolver a questão.

Nos últimos dias, no entanto, Pequim tem dado sinais de que poderia mudar de opinião. O governo chinês já aceitou discutir a questão e, na semana passada, enviou um diplomata a uma reunião sobre o tema em Nova York.

 

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