Chinês condenado a 8 anos por explorar prostituição masculina

O proprietário de um bar gay em Xangai foi sentenciado a oito anos de prisão, no que seu advogado disse ser um exemplo do desejo dos tribunais chineses de tratarem a prostituição masculina como um crime sério, de acordo com notícia de hoje do jornal Shanghai Morning Post. Li Ning, 33 anos, colocava anúncios oferecendo homens em seu bar, em Nanjing, leste do país, e cobrava comissões acima de 200 iuans (R$ 70,50)Li foi condenado ontem, depois que o tribunal da Manjing rejeitou argumentos de que a lei contra prostituição na China não é clara, estabelecendo que ela se aplica tanto a mulheres quanto a homens.As prostitutas chinesas são frequentemente condenadas a campos de trabalho e um cafetão pode pegar prisão perpétua, se confirmado que forçou alguém a comercializar sexo. Os homossexuais são perseguidos desde a revolução comunista chinesa, em 1949. Mas as leis sobre comportamento homossexual têm sido aplicadas com menos severidade em anos recente. A polícia, entretanto, prende homens em batidas a banheiros públicos e bares gays são multados ou seus proprietários condenados a curtos períodos em campos de trabalho forçado.Li, que também terá de pagar uma multa de 60.000 iuans (R$ 176.400), foi detido um uma batida a seu bar realizada em agosto. Diz-se que ele abriu quatro outros bares desse tipo em Najing, mas foram demolidos em projetos de remodelação urbana.

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