Chinês que matou 7 crianças 'explodiu' após briga com inquilina

Um chinês que matou sete crianças e dois adultos, num tipo de ataque contra escolas que tem sido comum no país, revoltou-se depois de uma briga envolvendo o aluguel de um jardim da infância, segundo vizinhos e a imprensa estatal.

DAVID GRAY E JIMMY JIAN, REUTERS

13 Maio 2010 | 09h44

A sucessão de ataques em escolas causa indignação popular e gera críticas ao governo. A imprensa estatal disse que na quinta-feira que algumas escolas estão sendo vigiadas por policiais com submetralhadoras.

Em geral, os ataques são desencadeados por fatores como perda de emprego, falência empresarial, fim de relacionamento afetivo e uma ordem de despejo do governo para que uma casa nova seja demolida.

Na quarta-feira, moradores de uma aldeia da província de Shaanxi (noroeste) testemunharam uma discussão entre o agressor, Wu Huanming, 48 anos, e Wu Hongying, 50, dona da escola infantil onde o ataque aconteceu. Embora tenham o mesmo sobrenome Wu, agressor e vítima aparentemente não são parentes.

Wu Huanming, dono do sobrado onde a escola funciona, queria a devolução do imóvel ao final do contrato de locação, que expirou em abril, disse a agência de notícias Xinhua. A mulher pedia para manter a escola até meados do ano.

Um morador disse que Wu Huanming correu até sua casa e pegou um cutelo, e que os vizinhos ficaram com medo de contê-lo.

"Eu o vi segurando um cutelo na mão direita. Saí correndo, havia uma gritaria por todo lado", disse à Reuters Li Yufen. "Aí uma mulheres saíram, mas não éramos suficientes, então voltei para casa. O assassino passou andando por mim. Ele me olhou, mas continuou andando, e eu fechei a porta e fiquei dentro."

Wu Huanming matou cinco meninos e duas meninas, além de Wu Hongying e a mãe dela, de 80 anos. O homem então voltou para casa e cometeu suicídio, segundo a Xinhua.

Um parente disse que ele tinha sinais de distúrbio mental. "Ele esteve doente, falava absurdos, sem fazer sentido, como se estivesse desequilibrado", disse Wu Huangcheng, de 58 anos.

Este foi o sexto massacre escolar na China desde março, o que gerou um debate sobre a segurança nas escolas e sobre os distúrbios sociais que podem estar associados ao rápido crescimento econômico do país.

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