Chineses buscam sobreviventes após tremor que matou 89

Mau tempo atrapalha trabalho das equipes de socorro, que têm dificuldades para ter acesso a regiões isoladas

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2012 | 03h05

Autoridades chinesas intensificaram ontem os trabalhos de resgate e ainda têm esperanças de encontrar sobreviventes de uma série de terremotos - um deles de magnitude 5,7 - que atingiram o sudoeste do país na sexta-feira. Pelo menos 89 pessoas morreram e 20 mil casas foram danificadas .

Entre as vítimas do terremoto estão pelo menos três crianças, alunos que assistiam a uma aula quando sua escola desabou. Segundo explicou à agência oficial Xinhua Zhou Guangfu, o subdiretor do Departamento de Educação do condado de Yiliang - o mais afetado pelo terremoto -, os estudantes eram da aldeia de Jiaokui. Oito estudantes ficaram presos entre os escombros e os professores só conseguiram resgatar cinco deles.

O Departamento de Assuntos Civis da Província de Yunnan, a mais afetada pelo desastre, advertiu que o número de vítimas pode aumentar à medida que as equipes de socorro conseguirem chegar às aldeias montanhosas de difícil acesso, onde a infraestrutura de comunicações e o fornecimento de eletricidade foram muito prejudicados.

Chuvas. A TV estatal chinesa CFTV informou que foi aberta uma estrada de acesso a uma das áreas mais afetadas, que tinha ficado fechada por uma avalanche de rochas após o terremoto. O Centro Nacional Meteorológico, no entanto, indicou que os trabalhos de resgate podem ser prejudicados por chuvas contínuas ao longo dos próximos três dias na área, que ameaçam a região com "um novo desastre geológico".

Autoridades chinesas estimam que o número total de pessoas afetadas pelos terremotos nas duas províncias seja de 700 mil. O premiê chinês, Wen Jiabao, que se deslocou ainda na sexta-feira para região, pediu que se multipliquem os esforços na busca por sobreviventes, após lembrar que as primeiras 72 horas são vitais nos trabalhos de resgate. Wen está na zona montanhosa de Yiliang para dirigir os trabalhos de resgate e solicitou que as equipes de assistência cheguem a todas as aldeias atingidas.

O oeste da China é uma região com frequente atividade sísmica. Em 2010, um tremor de magnitude 7,1 na escala Richter, na Província de Qinghai, deixou 300 mortos e mais de 8 mil feridos. Em 2003, um tremor de intensidade similar à do sismo de ontem deixou quatro mortos e 594 feridos em Ludian.

Na mesma parte do país, mas na Província de Sichuan, ocorreu em 2008 o terremoto mais forte em mais de 30 anos na China, com 62 mil mortes. A tragédia foi atribuída, na época, à baixa qualidade das construções, principalmente escolas. / EFE e AP

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