Chineses dizem que ações dos EUA no Mar do Sul da China são 'irresponsáveis'

O voo ocorrido na quarta-feira teve destaque após a decisão incomum do Pentágono de convidar uma equipe da emissora CNN a embarcar no avião de vigilância Poseidon

O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2015 | 20h36

PEQUIM - A China afirmou nesta sexta-feira, 22, que está "fortemente insatisfeita" depois que um avião espião dos Estados Unidos sobrevoou parte do Mar do Sul da China nesta semana, perto de onde o país asiático está construindo ilhas artificiais. Os chineses exortaram os EUA a suspender tais atos sob risco de causar um acidente.

O voo ocorrido na quarta-feira teve destaque após a decisão incomum do Pentágono de convidar uma equipe da emissora CNN a embarcar no avião de vigilância Poseidon. A Marinha chinesa teria emitido oito advertências para a aeronave se afastar do território contestado.

O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, disse que o Exército expulsou o avião, de acordo com regulamentos relevantes. Ele qualificou a ação dos EUA como uma ameaça à segurança de ilhas e recifes da China.

"Esta ação é suscetível de causar um acidente, é muito irresponsável, perigosa e prejudicial para a paz e a estabilidade regional. Expressamos nossa forte insatisfação, instamos os EUA a respeitar estritamente o direito internacional e as regras internacionais e se abstenham de tomar qualquer ação arriscada e provocativa", disse ele em entrevista coletiva.

"A China vai continuar a acompanhar de perto a área e tomar as medidas necessárias e adequadas para evitar prejuízos para a segurança das ilhas e recifes da China, bem como quaisquer acidentes marítimos e aéreos."

Um porta-voz do Pentágono chamou a missão de "rotineira" e disse que tais voos ocorrem "a cada poucos dias".

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