Chineses homenageiam vítimas de incêndio em Xangai

Milhares de pessoas homenagearam hoje os 58 mortos no incêndio ocorrido em Xangai, na China, na semana passada. Os manifestantes também criticaram o sistema que permite a contratação ilegal de trabalhadores e o uso de materiais que não são seguros. As autoridades chinesas são muito sensíveis a manifestações em massa que possam se transformar em turbulência social. Nem a rede de televisão central do país nem a agência de notícias Xinhua mencionaram a grande manifestação.

AE, Agência Estado

21 de novembro de 2010 | 11h29

"Como eles podem dizer que o resgate foi bem sucedido? Nós sentimos muito por aquelas pobres famílias, mas não pelo governo", afirmou um homem que testemunhou o incêndio. O fogo se espalhou pelo prédio de 28 andares na segunda-feira, depois de começar em um equipamento de soldagem próximo a redes de nylon e a um andaime de bambu.

O governo de Xangai afirmou que a maior parte das 58 vítimas morreu dentro de casa, por causa da fumaça e do calor. Outras 71 pessoas ficaram feridas e um número desconhecido de vítimas ainda não foi contabilizado.

O chefe dos trabalhos de segurança culpou as contratações ilegais, os materiais não confiáveis e os trabalhadores pouco supervisionados e pouco qualificados pelo acidente. A agência Xinhua informou que a polícia deteve 12 suspeitos, incluindo soldadores que supostamente trabalhavam sem qualificação. As informações são da Associated Press.

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