Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Chineses têm ferramentas contra 'muralha virtual'

Chineses têm ferramentas contra 'muralha virtual'

PEQUIM

, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2010 | 00h00

Alguns milhares de internautas chineses conseguem furar a barreira da censura e ter acesso a todas as informações que são vetadas pelo governo chinês. O caminho para isso é a utilização de serviços que "contornam" a muralha tecnológica levantada pelas autoridades locais.

Até o ano passado, era comum o uso de "proxies", que escondem a identidade do usuário e, no caso da China, "enganam" a censura. Quando se conecta a um proxy, o internauta ganha uma identidade virtual (IP) de uma localidade fora da China, que não está submetida à "grande muralha de fogo" aplicada à internet dentro do país.

Mas, nos últimos meses, o governo intensificou os controles sobre a informação que circula na rede de computadores e a eficácia dos "proxies" foi bastante reduzida.

Diante das restrições, os usuários se voltaram para as VPNs (Virtual Private Networks, ou "redes privadas virtuais", em tradução livre), que são canais privados de comunicação, protegidos dos controles externos. O serviço é oferecido por empresas europeias e americanas. Alguns são gratuitos e outros chegam a custar US$ 60 por ano.

Não há uma estimativa precisa de quantos internautas utilizam proxies e VPNs na China, mas, seguramente, é uma minoria. De qualquer maneira, a existência dos serviços indica que há meios de burlar a "grande muralha de fogo" do governo de Pequim. / C.T.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.