Umit Bektas/Reuters
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Chipre quer dialogar com Turquia para reduzir a tensão no país

Tensão entre os dois países foi agravada pela exploração de jazidas de gás nas águas da ilha

Efe,

04 de janeiro de 2012 | 11h52

ANCARA - O presidente do Chipre, Dimitris Christofias, se mostrou disposto a se reunir com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, para reduzir a tensão entre os dois países, agravada pela exploração de jazidas de gás nas águas da ilha.

"Disse várias vezes que quero encontrar com Erdogan. Mas ele não aceita nem sequer um encontro informal. Pessoalmente desejo uma visita tête-à-tête, inclusive se for em segredo. Não sei se ele recebe informações fidedignas e corretas sobre nossas posições", disse Christofias em entrevista ao canal "NTV".

O Chipre assumirá em julho a Presidência da União Europeia, momento no qual a Turquia anunciou que congelará seus vínculos com a união, a não ser que seja resolvido o conflito da ilha, dividida desde 1974 entre a República do Chipre e uma república controlada pela Turquia reconhecida somente por Ancara.

"Iria imediatamente se recebesse um convite de Erdogan. Estou pronto para ir a Istambul ou Ancara", declarou o presidente do Chipre de acordo com o jornal "Hürriyet".

Christofias definiu como irrelevante a Presidência cipriota da UE para as relações da Turquia com Bruxelas, já que França e Alemanha continuariam contra o ingresso do país no clube europeu, inclusive sem o conflito cipriota.

Ele afirmou que suas negociações com o presidente da parte turca do Chipre, Dervis Eroglu, incentivadas pelas Nações Unidas, não vão bem e que não faria sentido comparecer à segunda rodada em Nova York, prevista para o final de janeiro, se não tiver progressos antes.

Nesta quarta-feira, Christofias e Eroglu se reunirão novamente no Chipre. O presidente cipriota atribuiu à Turquia a última crise, desencadeada pela prospecção de jazidas de gás natural no mar ao sul da ilha, e se queixou que Ancara não respeita a legalidade internacional.

O líder cipriota assegurou que se for solucionado o conflito, os dois países poderiam se beneficiar dessas jazidas. 

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