Chirac condena a publicação de charges de Maomé

O presidente da França, Jacques Chirac, pediu para a mídia evitar ofender as crenças religiosas de outras nações e condenou a republicação dos desenhos que provocaram as manifestações na comunidade muçulmana.Nesta quarta-feira, o jornal satírico semanal Charlie-Hebdo republicou as charges de Maomé, originalmente veiculadas em setembro por um diário dinamarquês, e também caricaturas inéditas.Um desenho ocupava toda a capa da publicação. Na legenda se lia: "Maomé dominado por fundamentalistas". A capa mostrava o profeta com as mãos sobre cabeça, dizendo: "é difícil ser amado por idiotas."O editor executivo da publicação disse que ele publicou as charges para demonstrar apoio à imprensa dinamarquesa e ao editor do jornal France Soir, que demitido após publicar as charges na semana passada. Cerca de uma dúzia de policiais protegiam a entrada do prédio do semanário, no centro de Paris, e todos os visitante tinham de se identificar para conseguir entrar. Um dia antes, a corte francesa negou um pedido de cinco organizações muçulmanas que tentaram bloquear o jornal de publicar os desenhos. A corte negou a ação tecnicamente, dizendo que o escritório do promotor publico, que sempre representa a corte francesa, não tinha sido devidamente notificado do caso.Líderes na França - país europeu com a maior população de muçulmanos - pediram para a razão prevalecer sobre todos os lados enquanto a liberdade da mídia é defendida.

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