Chirac destaca segurança da dissuasão nuclear em mundo "incerto"

O presidente francês, Jacques Chirac, destacou nesta quinta-feira a "credibilidade, confiabilidade e segurança" da dissuasão nuclear francesa, o que garante os "interesses vitais" da França perante "um mundo sempre incerto".Chirac fez estas declarações ao término de uma visita ao centro de simulação de testes nucleares da Direção de Aplicações Militares do Comissariado de Energia Atômica (CEA), situado na região de Bruyeres-le-Chatel, nos arredores de Paris."Em um mundo sempre incerto, frente às ameaças em constante evolução, a dissuasão nuclear garante nossos interesses vitais", ressaltou Chirac, que estava acompanhado da ministra da Defesa, Michele Alliot-Marie, durante a visita.A dissuasão militar, útil para a "proteção de nossa segurança", deve se adaptar constantemente, acrescentou Chirac.O presidente lembrou que a dissuasão nuclear francesa é baseada em "uma exigência de estrita suficiência" e considerou que o CEA deve dispor dos "recursos necessários para efetuar sua missão" e para poder "formar e contratar cientistas do mais alto nível"."Esse desafio é essencial para o futuro da França. A categoria de nações não está assegurada. No século XXI, só ficarão na liderança os que fizerem da ciência uma autêntica prioridade", afirmou o chefe de Estado francês.O centro de simulação nuclear de Bruyeres-le-Chatel dispõe do supercomputador Tera-10, o mais potente da Europa e considerado um dos melhores do mundo.Com esse instrumento, construído por um fabricante francês, a França fica "nas primeiras posições da simulação digital no mundo", elogiou Chirac.O Tera-10 serve ainda como rede de vigilância dos testes nucleares no mundo e de catástrofes naturais, como os tsunamis.Pouco após sua chegada à Presidência do país, em 1995, Chirac tomou a polêmica decisão de retomar os testes nucleares no Pacífico sul, realizados durante 30 anos e que tinham sido suspensos por seu antecessor, François Mitterrand.Desde o início desses experimentos na ilha de Mururoa, todos os testes nucleares franceses foram simulados.

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