Chirac diz que 15 mil soldados da Finul é um excesso

O presidente francês, Jacques Chirac,qualificou nesta sexta-feira de "excessivo" o número de 15 mil soldados quepoderia integrar a força interina da ONU para o Líbano (Finul). A ministra de Assuntos Exteriores de Israel mostrou-se satisfeita nesta sexta-feira, com a gestão do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para ampliar a força multinacional da ONU no Líbano de 2 mil para 15 mil homens Em entrevista coletiva conjunta com a chanceler alemã, AngelaMerkel, Chirac ressaltou que obteve todas as garantias de segurançanecessárias para contribuir com 2 mil soldados a essa forçainternacional, embora tenha evitado pronunciar-se sobre quem deveassumir o comando. Por sua parte, Merkel se mostrou convencida de que "não haverádivergências" sobre o comando da Finul reforçada e apontou que acontribuição de seu país consistirá em navios para controlar oembargo de armas no leste do Mediterrâneo oriental e tarefas deformação da Polícia libanesa, sem o posicionamento de forçasTerrestres. Merkel e Chirac trataram hoje de maneira geral do conflito noOrente Médio e se mostraram de acordo com que a Síria assuma umpapel, mas coincidiram em que por enquanto as autoridades de Damascotêm uma atitude pouco construtiva. Livni satisfeita com gestões de Annan sobre tropas da Finul A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, mostrou-se satisfeita nesta sexta-feira, ao reunir-se com sua homóloga da Grécia, Dora Bakoyannis, com a gestão do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para ampliar a força multinacional da ONU no Líbano de 2 mil para 15 mil homens.A decisão foi determinada pela resolução 1701 do Conselho de Segurança, há duas semanas, tornando possível o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Hoje, Annan vai reunir-se para tratar da questão com os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) em Bruxelas, antes de visitar a área na próxima semana.Bakoyannis disse aos jornalistas que a Grécia também participará da Força Interina da ONU no Líbano (Finul). O país contribuirá com uma fragata e com uma unidade militar de terra, entre outros efetivos, indicou a chefe da diplomacia de Atenas.Segundo Livni, o secretário-geral da ONU já teria a aprovação de vários países, com um total de entre 6 e 7 mil homens para integrar a Finul ampliada.Funcionários do Ministério de Assuntos Exteriores em Jerusalém, também satisfeitos com os resultados obtidos por Annan, disseram hoje que, por enquanto, essa força contará com cerca de 7 mil homens e cooperará com 15 mil soldados do Exército libanês.Até o momento, Itália, França, Bélgica e Grécia concretizaram com Annan suas contribuições à Finul.Israel, que deve ceder suas atuais posições no sul do Líbano a essa força multinacional e ao Exército de Beirute, não admitirá que países que não reconheçam o Estado judeu façam parte dela.Frente à oposição de Damasco ao posicionamento de parte dessa força multinacional em território libanês, mas junto à fronteira com a Síria, Livni afirmou que, em virtude da resolução 1701 da ONU, "a soberania do Líbano deve ser respeitada".Segundo a resolução, o Governo do presidente Bashar al-Assad está obrigado a respeitar o embargo de armas à milícia do Hezbollah, que, segundo Israel, são fornecidas por este país e pelo Irã.Israel renunciou por "falta de realismo" à exigência de desarmamento do Hezbollah, informou hoje o jornal Jerusalem Post, segundo "a impressão deixada por Tzipi Livni nas reuniões que manteve esta semana com colegas europeus".Por outro lado, o Governo israelense se manterá firme em relação à efetivação do embargo de mísseis, foguetes e outras armas que os milicianos costumam receber, em geral do Irã, acrescenta o jornal.

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