Chirac e Blair decidem unir forças na ONU pós-Saddam

O presidente da França, Jacques Chirac, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, concordaram hoje, em uma conversa por telefone, em trabalhar em conjunto na Organização das Nações Unidas (ONU) na reconstrução do Iraque. A Assessoria de Imprensa de Chirac informou que Blair tomou a iniciativa do telefonema para fazer um balanço de seu encontro na quarta e quinta-feiras com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. "França e Grã-Bretanha têm o desejo de cooperar estreitamente."O líder francês ofereceu condolências pelos soldados britânicos mortos no front, disse que está preocupado com o rumo que o conflito está tomando e espera seu rápido término, com o mínimo de prejuízos possível. Desde a aprovação da Resolução 1.441, em novembro - que advertiu o Iraque de "sérias conseqüências se não cumprisse suas obrigações de desarmar-se -, Chirac se opôs abertamente ao uso da força contra o país, o que estremeceu as relações com os EUA e a Grã-Bretanha.Recentemente, Chirac tem repetido que a reconstrução do Iraque só pode ser realizada sob a direção da ONU, posição que Blair também defendeu esta semana, no encontro com Bush. No entanto, o governo norte-americano tem um plano próprio para o pós-guerra e aparentemente só pretende buscar a ajuda da ONU para a captação de recursos para a reconstrução.Petróleo pelo AlimentoHoje, o ministro da Informação do Iraque, Mohamed Said Al-Sahaf, rechaçou a resolução pela qual o Conselho de Segurança da ONU aprovou na sexta-feira a retomada do programa Petróleo pelo Alimento, que permite ao Iraque a venda de petróleo para a compra de bens de primeira necessidade.Esse programa existe desde 1995 e foi suspenso no dia 18, um dia antes de os EUA e a Grã-Bretanha iniciarem o ataque ao território iraquiano. "Só o Iraque pode dirigir esse programa", afirmou em entrevista coletiva em Bagdá. ?Eles desfiguraram a Resolução 986", disse o ministro, referindo-se à que foi endossada pelo Conselho de Segurança, em abril de 1995 para autorizar a exportação do petróleo. Al-Sahaf acrescentou, citando as leis internacionais, que as resoluções não ratificadas pelo governo iraquiano não podem ser aplicadas.Veja o especial :

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