Chirac pede ao Iraque para facilitar trabalho da ONU

Enquanto em Bagdá se ultimam ospreparativos para a chegada dos inspetores de armas da ONU, opresidente francês, Jacques Chirac, disse em Paris que o Iraquedeve esclarecer qualquer dúvida a respeito de seus programas dearmas a fim de remover qualquer pretexto para uma guerra contrao país. Os inspetores retornam ao território iraquiano pelaprimeira vez em quatro anos, e devem começar as inspeções napróxima quarta-feira. Chirac também disse esperar que em suasinspeções eles não encontrem armamentos de destruição em massa -mas que qualquer uma existente desse tipo deve ser destruída. "É claro que as autoridades iraquianas... não podemficar em uma situação na qual haja qualquer dúvida sobre se oIraque possui armas de destruição maciça", disse o chefe deEstado francês após o encerramento de um conferênciainternacional sobre a dívida libanesa. O primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien, tambémpresente à conferência, disse aos repórteres que "nós estamosmuito mais no caminho da paz do que no da guerra", no que serefere ao Iraque. Da conferência na capital francesa sobre a dívida doLíbano participaram 18 países e algumas das instituiçõesinternacionais de financiamento - que, segundo afirmou Chirac,concordaram em oferecer ao governo de Beirute uma ajuda no valorde US$ 4,3 bilhões. Desse valor, US$ 3 bilhões serão fornecidosem dinheiro e US$ 1,3 bilhão em projetos de desenvolvimento. Representantes de muitos países - com destaque paraFrança, Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Malásia- consideram prioritário apoiar o Líbano, país do Oriente Médiocastigado por um longo período de conflitos internos.

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