Chirac pede respeito à democracia na África

O presidente francês, Jacques Chirac, exortou os países africanos a respeitar a democracia, ao inaugurar a 22ª cúpula França-África, que reúne 45 chefes de Estado e de governo. "Acabou o tempo da impunidade. Agora deve chegar o tempo do fortalecimento da justiça", disse.As principais questões a serem tratadas na cúpula, que termina amanhã em Paris, serão os conflitos na Costa do Marfim e na República Centro-Africana e a polêmica presença do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.Para Chirac, cuja oposição à guerra contra o Iraque tem irritado os Estados Unidos e Grã-Bretanha, a cúpula serve para reforçar a influência da França na África e projetar sua imagem como estadista na diplomacia mundial.Numa demonstração unânime de apoio, os líderes africanos respaldaram a posição de Chirac em relação à crise iraquiana, de que se deve dar mais tempo aos inspetores de armas da ONU e que a ação militar só deve ser considerada como último recurso."Existe uma alternativa à guerra", foi dito na declaração, que também exigiu que Bagdá ofereça uma "cooperação imediata e ativa" para os inspetores.Os três países africanos atualmente no Conselho de Segurança da ONU - Angola, Camarões e Guiné - participam da cúpula e assinaram a declaração. A França, um membro permanente e portanto com poder de veto, antecipou que se oporá a uma nova resolução autorizando uma ação militar contra o Iraque.

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