Chirac se diz "relativamente otimista" sobre diálogo com o Irã

O presidente francês, JacquesChirac, declarou-se neste sábado "relativamente otimista" em relação à criseenvolvendo o programa nuclear iraniano, durante uma entrevistacoletiva conjunta com seu colega russo, Vladimir Putin, e achanceler alemã, Angela Merkel, em Compiègne. "Deve-se fazer tudo para encontrar uma solução por meio dodiálogo, que é sempre o melhor caminho", disse Chirac. França, Rússia e Alemanha integram junto a Estados Unidos, ReinoUnido e China o grupo de seis potências envolvidas na tentativa deconseguir que o Irã suspenda seu programa de enriquecimento deurânio, com o qual poderia desenvolver uma arma atômica. A busca de uma solução para o caso foi evocada na reuniãoinformal em Compiègne, nos arredores de Paris, entre Chirac, Putin eMerkel, que coincidiram na esperança de que o problema possa serresolvido por meio do diálogo. A França propôs esta semana na ONU que se fixe uma ordenação nasnegociações com o Irã e que, durante este processo, Teerã suspenda oenriquecimento de urânio. As seis potências, por sua parte, nãorecorreriam ao Conselho de Segurança da ONU em busca de sançõescontra o Irã. Perguntado sobre quanto tempo se dará ao Irã para responderpositivamente antes de se passar às sanções, Chirac disse que não háum prazo, mas expressou a esperança de que, "o mais rápido possível,haja um acordo que seja fruto do diálogo". Após se referir aos contatos entre o alto representante dePolítica Externa e Segurança Comum da União Européia, Javier Solana,e o negociador nuclear iraniano, Ali Larijani, disse que todos estãoà espera. Putin, por sua parte, destacou a necessidade de se encontrar"soluções diplomáticas" para a crise, enquanto Merkel consideroumuito positiva a cooperação dos três países na questão iraniana. "Só a unidade da comunidade internacional poderá exercer ainfluência necessária sobre o Irã", destacou a chanceler alemã, queespera que as conversas entre Solana e Larijani levem a resultadosou progressos.

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