Chirac também pede reforma da ONU

Em seu pronunciamento perante a Assembléia-Geral da Nações Unidas, o presidente da França, Jacques Chirac, fez duas exigências básicas: um "cronograma realista" para entrega do poder político no Iraque a um governo iraquiano e uma profunda reforma da ONU. Ele destacou que compete às Nações Unidas legitimar uma força multinacional que seria comandada pelo país com maior contingente militar na região.Chirac ressaltou que deve caber ao Conselho de Segurança a principal responsabilidade pela manutenção da paz no mundo e defendeu a inclusão de novos membros permanentes. "É essencial para a legitimidade do conselho que sua composição reflita o mundo. Impõe-se uma ampliação e com membros permanentes, com a presença de grandes países... A França pensa naturalmente na Alemanha e no Japão, mas também em alguns grandes países da Ásia, África e América Latina."O presidente francês salientou ainda que a autoridade do Conselho de Segurança precisa ser fortalecida, numa referência à decisão dos Estados Unidos de irem à guerra sem autorização da ONU. "As Nações Unidas enfrentaram uma das provas mais difíceis de sua história. O respeito à Carta da ONU e o recurso à violência estiveram no centro do debate. A guerra conduzida sem autorização do Conselho de Segurança abalou o sistema multilateral", lembrou.E insistiu: "Num mundo aberto, ninguém pode isolar-se, ninguém pode atuar sozinho em nome de todos ou aceitar a anarquia de uma sociedade sem regras... Para responder aos atuais desafios é necessária, portanto, uma profunda reforma de nossa organização."

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