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Choque entre Exército tailandês e manifestantes fere 74

Em desafio a estado de sítio, opositores ergueram barricadas, queimaram ônibus e enfrentaram militares

Agências internacionais,

13 de abril de 2009 | 09h17

Tropas do Exército tailandês voltaram a reprimir protestos contra o governo do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva nesta segunda-feira, 13, em Bangcoc, capital do país. Aos menos 74 pessoas ficaram feridas nos confrontos. Centenas de pessoas pedem a renúncia do premiê há quase uma semana. No sábado, a reunião de cúpula dos países centro asiáticos na cidade foi cancelada devido aos enfrentamentos e Vejjajiva decretou estado de sítio no país. 

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Militares atiraram contra uma multidão em um dos principais cruzamentos da cidade. Os manifestantes retaliaram ateando fogo em um ônibus e lançando bombas inflamáveis e de gás lacrimogêneo na direção dos soldados. Um prédio foi incendiado pelos manifestantes.

Em vários pontos de Bangcoc, ônibus públicos foram tomados para bloquear ruas. Alguns destes veículos foram direcionados desgovernados na direção dos soldados. Em outro choque das forças de segurança com manifestantes, canhões de água e balas de borracha foram usados contra a multidão.

No final da tarde (começo da manhã, no horário de Brasília), os manifestantes começaram a se retirar da área próxima da residência do primeiro-ministro, onde centenas de policiais e soldados do Exército estavam concentrados.

Um dos porta-vozes do movimento que defende a deposição do governo, Jakrapob Penkair, disse à BBC que uma pessoa foi morta nos confrontos. O governo não confirmou a informação.

O chefe das forças armadas, general Songkitti Jaggabatara, disse em pronunciamento na televisão que o Exército usará todos os meios necessários para dispersar os protestos, mas alegou usar apenas armas não letais. Um médico tailandês afirmou que alguns dos 74 feridos haviam sido feridas a bala.

Estado de emergência

No domingo, o governo tailandês decretou estado de emergência na capital Bangcoc e arredores, enquanto centenas de manifestantes, conhecidos como "camisas vermelhas", invadiam o Ministério do Interior e atacavam um carro que eles acreditavam estar levando o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva.

Grupos que apoiam o ex-premiê Thaksin Shinawatra, que fugiu do país depois de ser acusado de corrupção, estão acampados em frente à sede do governo e vêm bloqueando o acesso aos prédios governamentais. Eles prometem manter a pressão até que Abhisit renuncie.

Com o estado de emergência, podem ser proibidos encontros de mais de cinco pessoas, a imprensa pode ser censurada e o exército pode ser mobilizado para ajudar a polícia a manter a ordem, como já está acontecendo.

É a segunda vez em cinco meses que protestos políticos sacodem a Tailândia. Em novembro, manifestantes contrários ao grupo político do ex-premiê Thaksin Shinawatra, tomaram os aeroportos do país. O gabinete caiu e Vejjajiva assumiu o poder.

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