Choque mata dez soldados da Al-Qaeda

Num dos mais violentos combates dos últimos dias no Afeganistão, pelo menos 10 integrantes da organização Al-Qaeda foram mortos e outros 27 capturados após choque com forças especiais norte-americanas nos arredores de Kandahar, sul afegão. Um soldado norte-americano foi ferido no tornozelo e não corre risco de morte. Segundo funcionários do Pentágono, o ataque ocorreu quando uma patrulha das forças especiais rastreava uma localidade a 100 quilômetros de Kandahar em busca dos líderes da Al-Qaeda, o milionário saudita Osama bin Laden, e do deposto regime Taleban, mulá Mohammed Omar. A operação foi descrita como uma das mais importantes ações terrestres da campanha norte-americana em território afegão. As fontes assinalaram que o episódio confirma os temores dos oficiais da coalizão antiterror de que ainda há milhares de seguidores da Al-Qaeda e do Taleban espalhados pelo Afeganistão, apesar dos mais de três meses de ataques liderados pelos Estados Unidos no país. O porta-voz do Exército norte-americano em Kandahar, capitão Tony Rivers, limitou-se a dizer que a "ação de combate em apoio à Operação Liberdade Duradoura" foi um "sucesso". Sem mais detalhes, Rivers afirmou que o soldado norte-americano, cujo nome não foi divulgado, ficou ferido no pé quando sua unidade foi atacada. Em Washington, fontes do Pentágono que falaram sob condição de anonimato, indicaram que ainda pode haver resistentes da Al-Qaeda no local dos choques. O número de soldados que integravam a patrulha não foi divulgado. Em Cabul, a comissão encarregada de organizar a Loya Jirga (assembléia de notáveis) que elegerá o próximo governo afegão já está formada e sua composição deve ser anunciada durante a visita do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, ao Afeganistão, prevista para amanhã, informou hoje Francesc Vendrell, um funcionário da instituição. Leia o especial

Agencia Estado,

24 Janeiro 2002 | 17h28

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