Choques com milícia curda matam 11 militares na Turquia

Onze militares turcos e um guarda local morreram durante o fim de semana em enfrentamentos com milicianos do separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em diferentes pontos do leste da Turquia, informou nesta segunda-feira, 9, a agência Anatólia.A última vítima fatal ocorreu em Yayladere, uma região da província de Bingol, onde um sargento perdeu a vida ao enfrentar rebeldes curdos, informou a mesma fonte.As operações militares continuam seu curso nesse distrito, onde no domingo morreram outros três soldados.No posicionamento militar do fim de semana nas províncias de Sirnak, fronteiriça com o Iraque, e Bitlis, habitadas por uma maioria curda, morreram outros seis uniformizados, incluindo outro sargento.Além dos dez soldados, morreu um guarda local em uma área montanhosa de Sirnak, durante enfrentamentos com o PKK.O enterro de um dos militares, no domingo, na província oriental de Erzurum, reuniu 10 mil pessoas que protestaram contra o PKK e pediram a renúncia do ministro do Interior de origem curda, Abdulkadir Aksu.Quanto às baixas conhecidas do PKK, o Exército turco assegurou que grupos soldados mataram durante o fim de semana quatro milicianos em uma zona rural da província de Tunceli, no centro da Anatólia.Por outro lado, em Istambul, a maior cidade do país, equipes de artífices explodiram no domingo de forma controlada na populosa praça de Taksim um pacote que continha três quilos de explosivos.Os jornais turcos indicam que o pacote-bomba foi abandonado na praça por um terrorista do PKK que pretendia atentar contra a celebração da fundação da polícia Turca, há 162 anos.Três suspeitos, dois homens e uma mulher, foram detidos por sua relação com o planejamento do atentado.Em outro incidente em Istambul, um grupo de 15 simpatizantes do PKK lançou ontem coquetéis molotov contra a Direção de Segurança do distrito de Beyoglu e nove suspeitos foram detidos em relação com os fatos.O PKK, que é considerado uma organização terrorista por Turquia, EUA e União Européia, iniciou a luta armada em 1984 para reivindicar a autodeterminação dos mais de 15 milhões de curdos da Turquia.Desde então, mais de 35 mil pessoas morreram no conflito; a Turquia assegura que o PKK utiliza o Curdistão iraquiano como retaguarda para abastecer-se de armamento.

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