Choques entre governo e xiitas no Iraque deixa ao menos 73 mortos

Os confrontos entre forças do governo iraquiano e milicianos xiitas em Diwaniyah, no sul do país, provocaram a morte de 73 pessoas antes da restauração da calma, informou nesta terça-feira, 29, a assessoria de imprensa do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki.O novo número é quase o dobro do reconhecido anteriormente. Segundo as informações divulgadas nesta segunda-feira, a violência iniciada no fim de semana havia provocado a morte de 40 pessoas.Os choques em Diwaniyah começaram depois que forças iraquianas de segurança iniciaram uma ofensiva contra bastiões xiitas do clérigo radical anti-americano Muqtada al-Sadr."A polícia nacional iraquiana e o Exército confrontaram homens armados e conseguiram matar 50 deles, mas esses episódios lamentáveis levaram ao martírio de 23 soldados iraquianos", dizia o comunicado.Segundo a versão do governo, "as forças militares conseguiram controlar a situação em Diwaniyah e restaurar a paz numa cidade que testemunhou atos lamentáveis promovidos por elementos fora da lei".Corpos fuziladosEm Bagdá, a polícia encontrou o corpo de 24 pessoas que, aparentemente, foram torturadas e baleadas antes dos corpos serem deixados em duas regiões diferentes da capital. Onze corpos fuzilados, com as mãos e as pernas amarrados, foram encontrados perto de uma escola xiita no bairro de Maalif, no sul de Bagdá, segundo a polícia.Os corpos de outras treze pessoas foram encontrados atrás de uma mesquita xiita ao oeste de Bagdá, no bairro de Turath. A polícia acredita que os corpos são de pessoas entre 25 e 25 anos. Todos têm as mãos atadas, sinais de tortura e balas na nuca, segundo o policial Maitham Absul-Razaq.Alberto Gonzales chega de surpresaEnquanto isso, Alberto Gonzáles, promotor-geral e secretário de Justiça, responsável pelo tratamento de prisioneiros e leis no Iraque, chegou em Bagdá para um dia de visita, nesta terça-feira.Gonzáles, que foi criticado pela posição adotada em relação aos prisioneiros não-americanos fora do país, encontrou o Primeiro Ministro Barham Saleh. Uma visita ao Supremo Tribunal Iraquiano também está programada.A batalha em Diwaniya, a 130 quilômetros ao sul de Bagdá, foi o pior conflito entre forças iraquianas e uma milicianos xiitas leais ao clérigo Muqtada al-Sadr.Al-Maliki, primeiro ministro iraquiano, condenou o conflito e pediu aos iraquianos que "cooperem com as forças militares, policia e exército para estabelecer a segurança e eliminar a violência no país".Explosão em oleoduto mata 34Ao sul de Diwaniyah um oleoduto explodiu e deixou ao 27 mortos, número oficial divulgado pela polícia. Logo após o acidente, o número divulgado por agências de notícias foi de 80 mortes e 15 feridos. A causa do acidente ainda não é clara, mas fontes locais dizem que as pessoas tentavam roubar petróleo. Em Baqouba, a 60 quilômetros ao nordeste de Bagdá, dois morteiros, duas granadas e uma bomba explodiram simultaneamente em frente ao escritório de al-Sadr, matando dois guardas e destruindo o prédio, segundo policiais locais. A cidade é de maioria sunita.

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