Choques entre manifestantes e policiais no Cairo deixam mais de mil feridos

Confronto entre manifestantes e policiais começaou na noite de terça no centro da capital

Efe

29 de junho de 2011 | 09h18

75 dos feridos foram levados a nove hospitais; demais foram atendidos em ambulâncias nos locais dos incidentes

 

 

CAIRO - Um total de 1.036 pessoas ficaram feridas nos choques que tiveram início na noite de terça e continuaram nesta quarta-feira, 29, entre manifestantes e policiais no centro do Cairo, informou o Ministério da Saúde, segundo a agência de notícias estatal "Mena".

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O subsecretário para Assuntos Políticos e Técnicos do Ministério da Saúde, Abdelhamid Abaza, precisou que dos 1.036 feridos, 916 foram atendidos no mesmo local, enquanto 120 foram levados a hospitais.

Anteriormente, o vice-ministro da Saúde tinha afirmado que 590 pessoas tinham se ferido durante os enfrentamentos que transcorrem na praça Tahrir e nos arredores.

Abaza precisou que os ferimentos foram cortes, hematomas, fraturas e traumatismos e revelou que várias ambulâncias ainda estão estacionadas nos arredores da praça Tahrir para caso o número de feridos aumente.

Os enfrentamentos tiveram início na noite de terça-feira depois que supostos familiares das vítimas da revolução de 25 de janeiro, que acabou com o regime de Hosni Mubarak, foram atacados e detidos após serem proibidos de participar de um ato de homenagem aos mártires dos protestos.

Após esse incidente, dezenas de manifestantes se dirigiram à praça Tahrir e tentaram atacar a sede do Ministério do Interior, em torno do qual são registrados violentos enfrentamentos.

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