Choques sectários no Líbano matam 12 em 4 dias

Pelo menos 12 pessoas já morreram em confrontos entre moradores de um bairro sunita (contrários a Bashar Assad) e de uma região alauita (pró-regime sírio) esta semana em Trípoli, cidade no norte do Líbano. Uma trégua acertada na quarta-feira foi rompida ontem, quando pelo menos uma pessoa foi morta na luta entre defensores e opositores de Assad. Desde segunda-feira, a região reproduz parte da guerra civil síria. Várias casas foram incendiadas e carros, destruídos. Imóveis foram abandonados pelos civis e o governo libanês precisou deslocar tanques para conter os grupos.

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h00

"É preciso apoio internacional ao governo e às Forças Armadas do Líbano", afirmou o vice-secretário das Nações Unidas para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman. Ele se mostrou preocupado ainda com o tráfico de armas praticamente livre entre os dois países.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, originário de Trípoli, disse na quarta-feira que estava "preocupado com as tentativas de levar o Líbano cada vez mais para o conflito na Síria, enquanto o que é pedido a todos os responsáveis é que cooperem para proteger o país do perigo". Em um pronunciamento incomum, o presidente libanês, Michel Suleiman, sugeriu ontem que o país "não poderia mais ficar sob a sombra da Síria". / NYT e AP

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