Alkis Konstantinidis/REUTERS
Alkis Konstantinidis/REUTERS

Tornados e chuva de granizo na Grécia matam 6 turistas e ferem 30

Entre as vítimas estão dois romenos, dois checos e dois russos, além de um pescador grego; recém-eleito, primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis cancelou a agenda para coordenar a resposta à catástrofe

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2019 | 03h31
Atualizado 11 de julho de 2019 | 12h20

ATENAS - Sete pessoas morreram, incluindo seis turistas que estavam de férias no norte da Grécia, em um violento tornado, acompanhado por fortes tempestades de granizo, que também deixaram 23 feridos na região de Calcídica.

Dois romenos, dois checos e dois russos morreram na tragédia. A sétima vítima é um pescador grego de 62 anos que estava desaparecido e cujo corpo foi reconhecido por parentes, informaram as autoridades.

Na manhã desta quinta-feira, 11, o cenário era desolador nesta região turística do norte do país, onde o governo declarou estado de emergência. Nas ruas era possível ver carros virados, árvores derrubadas, grande quantidade de lama e uma taberna destruída.

"Foi um fato inédito, com ventos muito fortes e tempestades violentas de granizo", declarou Charalambos Steriadis, secretário da Defesa Civil no norte da Grécia. "Calcídica foi declarada em estado de emergência", completou. O tornado durou cerca de 20 minutos, segundo pessoas entrevistadas pela estatal de televisão ERT. 

Um casal checo morreu na localidade de Propontida quando o motorhome em que viajava foi arrastado pelos fortes ventos, de acordo com a polícia. Seu filho e neto ficaram feridos.

Em Kassandra, a 70 km de Tessalônica, segunda maior cidade da Grécia, um russo de 39 anos e seu filho de 2 anos perderam a vida na queda de uma árvore em um hotel.

Em uma taberna, um pequeno restaurante tradicional frequentado por dezenas de pessoas, o teto foi arrancado pelas rajadas de vento, uma tragédia que matou uma turista romena de 54 anos e seu filho de 8 anos. Dezenas de feridos leves foram levados a hospitais, informaram as autoridades. 

Chuva de granizo inédita

"Quero expressar minha dor em nome de todos. Choramos a perda destas almas", afirmou o ministro de Proteção dos Cidadãos, Michalis Chrisochoidis. "Nos solidarizamos com os amigos, com todos aqueles que perderam integrantes de sua família", completou.

O ministro viajou de Atenas até a região da tragédia. O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, eleito nas legislativas de domingo, cancelou a agenda de quinta-feira para coordenar a resposta à catástrofe.

Ao menos 140 bombeiros participam nas operações de resgate. Toda a região ficou sem energia elétrica e os militares trabalham para restabelecer o sistema.

"É a primeira vez, em 25 anos de profissão, que vivi algo semelhante", disse à emissora pública Athansios Kaltsas, diretor do Centro Médico Nea Mudania, para onde muitos dos feridos foram levados com fraturas. "Foi tudo tão abrupto e tão repentino", acrescentou.

A tempestade aconteceu na região norte do país no momento em que grande parte da Grécia sofre com temperaturas de até 37 graus. / AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.