Chuva derruba barracas de haitianos desalojados

A chuva que caiu durante esta madrugada deixou ensopados dezenas de milhares de pessoas que vivem em barracas rudimentares na capital do Haiti. A chuva derrubou barracos feitos com papelão e molhou as acomodações no campo Marassa 12, onde cerca de 2.500 pessoas desalojadas pelo terremoto vivem no leito seco de um rio.

AE-AP, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 17h56

A maioria dos estimados 1,2 milhão de pessoas que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) estão vivendo em campos temporários pelo Haiti, habitam estruturas simples, feitas de lençóis e pedaços de plástico. Autoridades advertem que abrigos melhores precisam ficar prontos antes do início da estação das chuvas, o que deve acontecer em algumas semanas.

No centro de Porto Príncipe, mais de mil pessoas protestaram do lado de fora do destruído Palácio Nacional e em um posto policial onde os ministros do governo mantém seus escritórios temporários. "Eles não nos deram barracas. Está chovendo e agora temos problemas", disse o manifestante Saintel Petit.

A União Europeia, criticada por sua lenta resposta ao terremoto, afirmou hoje que fará uma operação militar para levar abrigo à população haitiana antes do início da estação das chuvas, que geralmente começa em abril. Mas autoridades europeias não deram detalhes sobre que tipo de abrigo a UE vai oferecer.

Contagem dos mortos

Os discrepantes números sobre os mortos divulgados por autoridades haitianas elevaram as suspeitas de que ninguém sabe realmente quantas pessoas morreram no terremoto de 12 de janeiro.

O Ministério das Comunicações deu início à confusão ontem, ao divulgar um comunicado afirmando que 270 mil corpos haviam sido enterrados de forma apressada pelo governo após o tremor. Mais tarde, o ministério retirou o comunicado, afirmando que fora um erro de impressão.

A estimativa oficial de mortos, segundo o Ministério do Interior, fica entre 217 mil e 230 mil. A estimativa maior iguala o número de pessoas mortas no tsunami que devastou doze países ao redor do Oceano Índico após um terremoto de 9,2 graus na escala Richter no dia 26 de dezembro de 2004.

Nenhum governo estrangeiro ou agência independente divulgou suas próprias estimativas sobre o número de mortos. Muitas agências que geralmente ajudam a calcular os números dizem que estão muito ocupadas ajudando os sobreviventes para contarem os mortos.

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