Chuva mata 701 na China antes da temporada de tufões

As enchentes já mataram 701 pessoas e deixaram 347 desaparecidas em 2010, na China, antes mesmo da chegada das maiores chuvas previstas no ano. Este é o maior número de mortes desde 1998, quando o maior volume de chuva em cinco décadas provocou 4.150 mortes. Segundo Liu Ning, secretário-geral da agência do governo para prevenção de enchentes, é necessário agilizar as medidas para evitar novos desastres, pois a temporada de tufões está se aproximando.

AE-AP, Agência Estado

21 de julho de 2010 | 15h31

"Já que entre 60% e 80% das chuvas anuais ocorrem em junho, julho e agosto, devemos estar preparados para evitar e combater potenciais desastres", disse Liu. A tempestade tropical Chanthu deve atingir a ilha chinesa de Hainan e a província de Guangdong nesta semana. São esperados entre seis e oito tufões neste ano.

Os danos em 2010 são estimados em US$ 21 bilhões. As chuvas torrenciais deste ano atingiram o setor agrícola de forma especialmente forte, afetando 930 mil hectares de plantações e mais de 133 hectares haviam sido destruídos pelas enchentes até 10 de julho, segundo o Ministério de Assuntos Civil.

As enchentes, particularmente ao longo da bacia do rio Yang-Tsé, provocaram o transbordamento de reservatórios, a inundação de vilas e cidades e provocaram deslizamentos de terra que encobriram comunidades, incluindo 645 mil casas. A hidrelétrica de Três Gargantas registrou o nível mais alto de sua história. "Embora os níveis de água nas partes mais altas do Yang-Tsé tenham superado os de 1998, as enchentes ainda não são tão severas porque a barragem de Três Gargantas foi importante em evitar enchentes ao longo do rio neste ano", afirmou Liu.

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