EFE/EPA/BIANCA DE MARCHI AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT
EFE/EPA/BIANCA DE MARCHI AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT

Chuvas ajudam a controlar incêndios no leste da Austrália

A tempestade ajudou a controlar as chamas na região, porém sul e sudeste do país seguem com queimadas

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2020 | 04h42

SIDNEY - Chuvas registradas no leste da Austrália desde sexta-feira, 17, ajudaram a extinguir a maioria dos incêndios registrados nesta região. No entanto as chamas continuam devastando o sul e o sudeste do país, segundo as autoridades. Neste sábado, 18, foram registrados 75 focos de incêndio no país, em comparação com 100 ocorridos há alguns dias, segundo porta-vozes dos bombeiros de New South Wales, os mais afetados pelas chamas.

"Continua chovendo em algumas regiões onde houve incêndios", disseram eles, parabenizando-se porque a precipitação e a queda da temperatura ajudam a conter fontes de fogo ainda ativas. No norte da Austrália, no estado de Queensland, houve tempestades muito fortes na noite de sexta a sábado que causaram inundações e fechamento de estradas. Nenhuma vítima foi registrada.

Após um longo período de seca e temperaturas excepcionalmente altas, começou a chover na sexta em algumas regiões da Austrália e o país parece passar de um extremo a outro, já que as chuvas podem ser as mais intensas dos últimos 10 anos. No sábado, dois grandes incêndios no sul de Nova Gales do Sul e no estado vizinho de Victoria seguiram sem ser controlados, mas os serviços meteorológicos prevêem fortes chuvas no próximo domingo e na segunda-feira nesta área.

Na ilha Kangaroo, um refúgio para a fauna e a flora localizadas ao sul, as chamas mataram boa parte dos coalas, pássaros e certos tipos de marsupiais. Esses incêndios, que já deixaram 28 mortos e são um claro sinal de mudança climática, foram agravados pelo clima particularmente quente e seco que tem sido registrado na Austrália há meses.

O incêndio devastou grandes áreas de selva no leste e sul da Austrália, dizimou o gado e destruiu cerca de 2.000 casas. As autoridades alertam que a crise não terminou, pois faltam semanas para o final do verão. /AFP

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