Chuvas matam 200 no Sri Lanka e 45 na China

Helicópteros da Força Aérea e equipes de resgate buscavam hoje sobreviventes nos povoados mais remotos após as inundações e deslizamentos que já deixarampelo menos 200 mortos no Sri Lanka. Na China, é de 45 o número de vítimas fatas das inundações. Uma chuva torrencial, a maior dos últimos 50 anos, estácastigando desde domingo a região centro-sul do Sri Lanka e os meteorologistas esperam mais chuvas - o que complicaria ainda mais a situação de cerca de 150.000 desabrigados. A zona mais fortemente atingida é Ratnapura, a 100 km ao sul de Colombo, a capital, onde centenas de localidades estão isoladas, disse hoje a televisão cingalesa. A emissora indicou que os helicópteros estão lançandosobre a zona garrafas com água potável, além de alimentos. Os corpos sem vida encontrados pelas equipes de socorro já são mais de 200, enquanto dezenas de pessoas continuam desaparecidas. As vítimas foram surpreendidas pela rápida enchente dosrios, cujas águas invadiram repentinamente milhares de casas. Estima-se que cerca de 40.000 casas foram danificadas em Ratnapura, onde vive um milhão de pessoas e onde se concentram áreas de cultivo do arroz e fazendas de gado leiteiro. Dezenas de milhares de refugiados em templos, escolas e edifícios públicos receberam pão e açúcar de voluntários de agências dogoverno.No sul da China, pelo menos 45 pessoas morreram e200.000 estão desabrigadas devido às fortes chuvas que caem desde a última quinta-feira sobre as províncias de Hunan e Guangdong. Em Hunan, funcionários disseram que mais de 170.000pessoas foram retiradas de suas casas após os deslizamentos nas margens do rio Xiangjiang terem matado pelo menos 25 pessoas. Treze continuam desaparecidas.Outras 20 morreram em Guangdong e sete estão desparecidas, levando as autoridades a retirarem de suasmoradias 30.000 habitantes dessa província. O sul e o centro da China sofrem inundações mortíferasquase a cada ano, devido à densidade de ocupação do solo e da agricultura intensiva que desmatou as colinas das margens, impedindo-as de reter a água das chuvas.

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