Chuvas matam 30 pessoas na Colômbia e assustam o México

Governo mexicano chegou a falar em 500 mortos em povoado, mas voltou atrás e confirmou apenas 11 desaparecidos

, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2010 | 00h00

BOGOTÁ

As chuvas foram responsáveis por duas tragédias ontem, uma na Colômbia, outra no México. Um deslizamento de terra ocorrido entre as cidades de Giraldo e Canasgordas, no Departamento (Estado) de Antioquia, ao noroeste do país, provocaram a morte de pelo menos 30 pessoas.

Socorristas colombianos disseram que levará pelo menos uma semana para localizar os corpos que foram soterrados. Muitas das vítimas haviam deixado um ônibus e se transferido para outro em uma rodovia nas montanhas já bloqueada por um primeiro deslizamento.

Em seguida, o segundo ônibus também foi atingido por mais uma avalanche de terra. "Ninguém sobreviveu, isso é certo", disse o chefe da agência regional de socorristas, John Freddy Rendon. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, visitou o local do desastre. "A situação é muito complicada", disse o presidente, enquanto equipes, com cães farejadores, buscavam as vítimas, entre as quais estão crianças, mulheres grávidas e moradores de cinco casas. As pesadas chuvas que caem na Colômbia nas últimas semanas provocaram enchentes que já mataram 74 pessoas.

No México, um deslizamento de terra semelhante quase virou uma tragédia sem precedentes no sul do país. Nas últimas horas da noite de ontem, no entanto, o desastre foi amenizado por um comunicado do governo. "Não foram confirmadas vítimas, felizmente", declarou Luis Marín Castillejos, coordenador da Defesa Civil de Oaxaca.

Desmentido. Ao longo do dia, no entanto, chegou-se a imaginar que pelo menos sete pessoas haviam morrido e cem estavam desaparecidas no povoado de Santa Maria Tlahuitoltepec, no Estado de Oaxaca, 500 quilômetros ao sul da capital mexicana. Segundo a emissora de TV Azteca, o número de mortos poderia passar de 500, já que entre 100 e 300 casas teriam sido destruídas.

O ministro do Interior, José Francisco Blake, foi enviado ao local para acompanhar as buscas. Na Cidade do México, o presidente Felipe Calderón ofereceu "toda ajuda necessária do governo federal" e disse ter mobilizado diversas equipes governamentais especializadas em comunicação, logística, transportes, saúde e engenharia.

No início da noite, as autoridades mexicanas voltaram atrás e confirmaram apenas 11 desaparecidos - entre eles oito crianças. "Os números mudaram radicalmente, até chegar ao ponto de, nos últimos 15 minutos, concluirmos que não há mortos", afirmou Ulises Ruiz, governador de Oaxaca.

A região de Mixe, onde fica Santa Maria Tlahuitoltepec, é habitada principalmente por mexicanos de origem indígena e tem 9 mil habitantes. O local é cercado por uma cadeia de montanhas de 2 mil metros de altitude.

Temporada de chuvas. Segundo meteorologistas, a temporada de chuvas é a mais forte já registrada na história do México. Desde maio, os temporais - provocados pela passagem de tempestades tropicais e furacões na América Central - já mataram 80 pessoas, danificaram 810 mil moradias e provocaram prejuízos de até US$ 4 bilhões. / AFP e REUTERS

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