Chuvas matam mais de 57 e atingem 17,8 milhões na China

Perdas econômicas chegam a US$ 1,53 bilhão; província de Cantão é a mais atingida

Efe,

16 de junho de 2008 | 03h21

As fortes chuvas e inundações que castigam nove províncias do sul da China deixaram até agora mais de 57 mortos e 17,87 milhões de pessoas atingidas, segundo os últimos dados do Ministério de Assuntos Civis. O Ministério disse que 55 pessoas morreram e 7 permaneciam desaparecidas até a noite deste domingo, enquanto um total de 1,27 milhão de moradores tiveram que ser retirados de casa, segundo dados divulgados pela agência de notícias "Xinhua". Além disso, é preciso acrescentar dois mortos na província de Cantão, no sul, a mais devastada pelas chuvas e inundações, com um total de 20 mortos, 8 desaparecidos e 5,76 milhões de atingidos. Dezessete cidades desta província, que concentra a produção manufatureira chinesa, foram danificadas pelas chuvas. O desastre afetou até agora 860.500 hectares de plantações, arrasou 45.000 casas e danificou outras 141.000, com perdas econômicas diretas de US$ 1,53 bilhão. A província de Cantão está em alerta vermelho devido ao enorme caudal de água dos rios Xijiang e Beijiang, que convergirão hoje na cidade de Foshan, por isso que as autoridades locais estão controlando o nível das águas. Em Guangxi Zhuang as fortes chuvas causaram deslizamentos de terra e de rochas que afetam 6,8 milhões de pessoas e obrigaram a evacuação de 838.000, segundo o departamento local de assuntos civis. A província de Sichuan, devastada pelo terremoto do dia 12 de maio, também está sendo afetada pelas chuvas, cuja incidência ameaça transbordar os lagos formados por diques de rochas e barro desprendidos pelo tremor.

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