Chuvas torrenciais matam ao menos 109 no Japão

Chuvas torrenciais matam ao menos 109 no Japão

Mais chuvas devem atingir algumas regiões do país por pelo menos mais um dia; primeiro-ministro Shinzo Abe cancelou viagens após tragédia

O Estado de S.Paulo

08 Julho 2018 | 19h29
Atualizado 09 Julho 2018 | 06h48

KURASHIKI, Japão - O número de mortos devido a chuvas torrenciais e deslizamentos no oeste do Japão subiu para 109 nesta manhã desta segunda-feira, 9. Pelo menos outras 58 pessoas continuam desaparecidas. É o maior número de mortos registrados no país desde o furacão que atingiu o país em 2004.  Mais de 2 mil pessoas foram resgatadas depois de terem ficado temporariamente presas na cidade de Kurashiki. Ordens de retirada estão em vigor para quase 2 milhões de pessoas e alertas de deslizamento foram emitidas em muitas províncias.

De acordo com o Secretário Chefe do Gabinete do governo japonês, 87 pessoas foram encontradas mortas e as outras foram localizadas sem sinais de vida, com paradas cardíacas e respiratórias. Além disso, outras 58 permanecem desaparecidas, a maioria delas na região de Hiroshima, uma das mais atingidas pelas tempestades. 

Nesta segunda-feira, 9, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou que cancelará as viagens previstas para o mês de julho após a tragédia. O líder japonês tinha compromissos marcados na Bélgica, França, Arábia Saudita e Egito nos próximos dias. Nos bastidores, a decisão foi vista como "inevitável" por Abe e membros do Partido Democrático Liberal, que governa o país. 

No oeste do Japão, serviços de emergência e equipes militares usaram helicópteros e barcos para resgatar pessoas de rios que transbordaram e de prédios, incluindo hospitais. O fornecimento de energia elétrica foi suspensa, atingindo pelo menos 12 mil pessoas da região.

Dezenas de funcionários e pacientes, alguns ainda de pijama foram resgatados do isolado Mabi Memorial Hospital em barcos a remo por membros das Forças de Defesa do Japão. Um funcionário da prefeitura disse que 170 pacientes e funcionários foram retirados do hospital, enquanto a emissora NHK informou mais tarde que cerca de 80 pessoas ainda estavam presas. “Estou muito grato à equipe de resgate”, disse Shigeyuki Asano, paciente de 79 anos que passou a noite sem eletricidade nem água. “Estou muito aliviado de ter sido libertado daquele lugar escuro e fedido.”

Imagens de televisão mostraram uma extensiva operação de resgate, com cerca de 2.310 pessoas resgatadas na cidade, de acordo com a NHK.

O número total de mortos pelas chuvas no Japão subiu para pelo menos 100 no domingo, depois que as águas das enchentes forçaram vários milhões de pessoas a saírem de suas casas, informou a NHK. Outras 58 estão desaparecidas e mais chuva deve atingir algumas regiões pelo menos por mais um dia. A chuva provocou deslizamentos de terra e inundações, prendendo muitas pessoas em suas casas ou nos telhados. //REUTERS, ASSOCIATED PRESS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.