CIA e FBI admitem que antraz não tem ligação com Al-Qaeda

Altos funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA) e do FBI (polícia federal norte-americana) acreditam que os ataques com antraz em Washington, Nova York e Flórida sejam obra de um ou mais extremistas de dentro dos Estados Unidos que, provavelmente, não estão conectados à organização terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden informa o jornal The Washington Post em sua edição deste sábado. Segundo o diário, altos funcionários também estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de que o bioterrorismo esteja desviando a atenção do público da ameaça maior representada por Bin Laden e sua rede, que estariam planejando uma segunda onda de ataques contra interesses americanos dentro dos EUA ou no exterior, a qual poderia vir a qualquer momento. Nenhum dos 60 a 80 relatórios reunidos diariamente por agências de inteligência dos EUA vinculou os envelopes contendo esporos de antraz à Al-Qaeda ou a outro grupo terrorista conhecido. E, até agora, as evidências obtidas de amostras dos esporos não fornecem nenhuma ligação sólida com um laboratório ou governo estrangeiro, afirmaram vários funcionários. "Tudo parece apontar para uma fonte doméstica", disse um alto funcionário ao Post. "Nada parece enquadrar-se em algum tipo de operação terrorista externa." De acordo com o jornal, o FBI e o Serviço de Inspeção Postal dos EUA estão analisando um amplo leque de possíveis responsáveis domésticos pelos ataques, incluindo associados de grupos de extrema direita e residentes simpáticos ás causas de extremistas islâmicos. Mas os investigadores não têm nenhum suspeito claro - nem têm certeza sobre se há outras cartas não detectadas contendo o micróbio letal.

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