CIA investiga "exageros" sobre as armas de Saddam

A CIA abriu uma sindicância para a qual convocou espiões aposentados e que, se não for obstruída, poderá colocar em risco a verossimilhança da acusação do governo de George W. Bush contra o regime de Saddam Hussein, sobre suposta existência de armas de destruição em massa no Iraque. Tais armas, utilizadas como principal justificativa para a invasão do país árabe, não foram encontradas até hoje pelas forças de ocupação. O senador democrata Robert Byrd, um dos principais críticos da guerra, acusou o governo Bush de ter construído um "castelo de cartas" em torno das armas para justificar a ação militar contra o Iraque. O caso das armas de destruição em massa levou o diretor-geral da CIA, George Tenet, a formar uma comissão de agentes aposentados para determinar as razões das informações erradas ou exageradas sobre os supostos programas de armas de Saddam Hussein. Os ex-espiões terão a missão de comparar os relatórios de todos os serviços secretos dos EUA: CIA, Conselho Nacional de Inteligência, Agência de Inteligência Militar do Pentágono e Agência de Segurança Nacional. De acordo com o jornal The New York Times, a CIA pretende determinar se o Pentágono "inflou" propositadamente o conteúdo dos informes sobre armas químicas, biológicas e nucleares para forçar o governo a ir à guerra.

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