CIA lamenta não poder executar terrorista americano

Autoridades dos EUA informaram ter descoberto que um cidadão americano membro da Al-Qaeda planeja ataques contra conterrâneos no exterior e acrescentou que não tem como eliminar essa ameaça de forma legal sem ferir as novas restrições adotadas ano passado pelo governo de Barack Obama.

AE, Agência Estado

10 de fevereiro de 2014 | 16h36

O suposto terrorista está sob a mira de drones da CIA, que não podem ser disparados antes de o Departamento de Justiça concluir o processo contra ele.

Quatro autoridades americanas disseram que o terrorista está em um país que recusa ações militares dos EUA em seu solo e que se mostrou incapaz de detê-lo. Pela nova política do governo de Obama, americanos suspeitos de atos terroristas no exterior apenas podem ser eliminados pelo exército, não pela CIA.

Duas das autoridades descreveram o homem como um membro da Al-Qaeda diretamente responsável por ataques fatais contra cidadãos americanos no exterior usando artefatos explosivos improvisados.

Uma das autoridades afirmou, no entanto, que o Departamento de Defesa está dividido sobre se o homem é perigoso o suficiente que mereça o desgaste com um potencial problema doméstico ao matar um americano sem antes acusá-lo de um crime ou de tentativa de crime, e com a comunidade internacional por montar uma operação em um país resistente às ações deste tipo pelos EUA.

As autoridades não se identificaram porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre o assunto.

O caso fortalece a parcela no Congresso contra o plano de Obama de transferir o programa de drones da CIA para o Departamento de Defesa. Antes de o plano ser anunciado, tanto os drones comandados pela CIA quanto pelo Departamento de Defesa podiam ser usados contra alvos terroristas, mesmo sendo cidadãos americanos.

A CIA podia, inclusive, sobrevoar com drones áreas localizadas em países contrários ao programa dos EUA. Após a Lei de Obama, o Pentágono pode apenas atuar em zonas de guerra, em países que concordam com a ação antiterrorista dos EUA ou em áreas remotas de partes da Somália onde as forças de segurança do governo não conseguem atingir. Mesmo assim, apenas contra suspeitos ligados à Al-Qaeda. Fonte: Associated Press.

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