CIA não fez relatório contra general, diz enviada colombiana

O relatório que relaciona o comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, com esquadrões paramilitares foi elaborado por um terceiro país, não pelos Estados Unidos, e só aponta indícios e não fatos, disse nesta segunda-feira, 26, a embaixadora da Colômbia em Washington. A declaração da embaixadora Carolina Barco foi feita um dia depois que o jornal americano Los Angeles Times publicou um relatório que sustentava que a CIA obteve informações indicando que o militar colaborou com os grupos armados ilegais de ultradireita. Os paramilitares, criados para combater a guerrilha de esquerda, são considerados terroristas pelos Estados Unidos e são acusados de massacrar milhares de civis no meio de sua luta contra os rebeldes. "Reuni-me esta tarde com altos funcionários da agência (CIA), que me disseram que o informe foi elaborado por um terceiro país e que as sinalizações que contém são apenas sinalizações. Não foram provadas, nem verificadas, nem confirmadas", disse na segunda-feira a embaixadora em comunicado. A embaixadora acrescentou que se a CIA tivesse recebido informações confirmadas sobre Montoya, teria sido obrigada a compartilhar com o governo colombiano. "Isso não aconteceu", afirmou, ressaltando a boa relação entre os dois governos. O comandante Montoya negou na segunda-feira possuir vínculos com os esquadrões paramilitares de ultradireita, em mais um capítulo do escândalo político que sacudiu o governo colombiano e que culminou com a prisão de vários políticos próximos ao presidente Álvaro Uribe, aliado de Washington.

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