CIA retira principal informante no Paquistão após ameaças de morte

Agente é acusado de envolvimento nos bombadeios no país

Associated Press

17 de dezembro de 2010 | 14h06

WASHINGTON - A CIA - Agência Central de Inteligência dos EUA - retirou seu principal informante do Paquistão depois de ele ter recebido ameaças de morte, informaram nesta sexta-feira, 17, diplomatas americanos. A decisão não é muito comum e se mostra um obstáculo a mais na luta contra a rede terrorista Al-Qaeda.

 

O agente é acusado pelos paquistaneses de ter envolvimento nos bombardeios que ocorrem frequentemente no país e teve as funções de espião descobertas. Os ataques da CIA tem eliminados líderes insurgentes, mas há relatos de que ocorrem baixas civis nessas ações. Washington não reconhece os ataques, mas já foram realizados mais de cem neste ano - mais que o dobro em 2009.

 

As acusações geraram ameaças de morte contra o espião, que foi chamado de volta aos EUA, informaram diplomatas. As fontes falaram em condição de anonimato. Funcionários da CIA justificaram o retorno do informante dizendo que havia "sérias preocupações" sobre a segurança do agente.

 

Os paquistaneses também acusam o diretor da CIA, Leon Panetta, e o secretário e Defesa dos EUA, Robert Gates. OS EUA lutam contra a rede terrorista Al-Qaeda no Afeganistão.

 

É raro ver algum espião da CIA ser retirado do cargo por conta da descoberta de suas funções. Em 1999, um jornal revelou a identidade de um informante em Tel Aviv. Em 2001, um jornal argentino publicou a foto do agente de Buenos Aires e detalhes sobre ele. Em ambos os casos, ambos foram chamados de volta.

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