Cias. aéreas pedem ajuda ao governo do Japão

As três maiores companhias aéreas do Japão pediram ao governo local para ajudá-las a pagar as indenizações por acidentes aéreos que excedam US$ 50 milhões. A solicitação aconteceu em virtude da informação de que seguradoras de todo o mundo reduziriam o valor das indenizações a serem pagas às companhias aéreas, em conseqüência dos ataques terroristas do último dia 11 nos Estados Unidos.As seguradoras disseram que a partir de hoje reduzirão simultaneamente o valor das indenizações por danos a cargas e edifícios e a ferimentos a terceiros. A indenização máxima caiu de US$ 2 bilhões para US$ 50 milhões para acidentes que resultem de atos de guerra, terrorismo ou seqüestros. Ao mesmo tempo, os prêmios a serem pagos pelas companhias aéreas deverão ser aumentados, mas os valores ainda não foram divulgados. As mudanças se aplicam a todas as empresas de aviação civil.Suspensão de vôosA Japan Airlines (JAL), a All Nippon Airways (ANA) e a Japan Air System (JAS) pediram ajuda ao governo japonês para manter o nível de indenizações para as vítimas de acidentes. "Estamos numa situação em que existe o risco de outro ataque terrorista, e não podemos descartar a possibilidade de suspender nossos serviços se não tivermos uma cobertura de seguros suficiente", disse uma porta-voz da JAL. Os presidentes da JAL, Isao Kaneko, da ANA, Yoji Ohashi, e da JAS, Minoru Morikawa, visitaram o ministro dos transportes do Japão para formalizar o pedido de ajuda.Outros paísesGovernos de vários países já prometeram garantias para as companhias aéreas de suas respectivas regiões. A câmara legislativa de Hong Kong aprovou uma garantia de seguros de um mês para as empresas aéreas e aeroportos locais. O governo britânico concordou em conceder uma "cobertura" para as companhias aéreas que tenham de arcar com pagamentos acima de US$ 50 milhões. O mesmo fizeram os governos da França e da Malásia. Na Coréia do Sul, o governo vai fornecer US$ 1,5 bilhão em garantias para as empresas de aviação locais.Na China, o governo central concordou em cobrir os pagamentos e indenizações provocados por acidentes aéreos que sejam superiores a US$ 50 milhões para "garantir o funcionamento normal das empresas de aviação". Especialistas dizem que as seguradoras chinesas deverão cobrar das empresas aéreas locais US$ 100 milhões a mais por ano de prêmios.

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