Ciberataques afetam sites dos governos dos EUA e da Coreia do Sul

Ciberataques que prejudicam o funcionamento dos sites de diversas agências governamentais dos EUA e da Coreia do Sul desde o feriado americano do 4 de Julho parecem ter sido lançados por um grupo ou governo hostil, informou ontem a principal agência sul-coreana de espionagem. "Não se trata de um ataque simples realizado por um hacker, mas sim uma operação cuidadosamente planejada e executada por uma organização específica ou até num nível estatal", declarou o Serviço Nacional de Inteligência. Apesar de a inteligência não ter identificado quem eles acreditam ser o responsável pela investida, a agência de notícias Yonhap informou que a Coreia do Norte e grupos pró-Pyongyang são os suspeitos. Um porta-voz da inteligência disse que não podia confirmar a reportagem, segundo a qual o serviço secreto teria informado os deputados sobre suas descobertas. O Partido Democrático, de oposição, acusou a inteligência de espalhar rumores sem fundamento com o objetivo de incentivar a aprovação de uma nova lei antiterrorismo. O acesso a pelo menos 11 sites importantes na Coreia do Sul - entre eles a página da presidência, Ministério da Defesa, Banco Shinhan, jornal Chosun Ilbo e o portal Naver.com - foi interrompido ou teve sua velocidade extremamente prejudicada desde terça-feira. Num ataque relacionado ao que atingiu a Coreia do Sul, 14 grandes sites nos Estados Unidos - entre eles o da Casa Branca, do Departamento de Estado e da Bolsa de Valores - sofreram investidas parecidas, de acordo com policiais de Seul especializados no combate ao ciberterrorismo.

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